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terça-feira, 1 de maio de 2012

Aconteceu: Professor José Bezerra recebe Prêmio Betinho

 José Bezerra Neto, professor de Biologia e responsável pelas ações de educação ambiental do Colégio Arquidiocesano, recebeu nesta quarta-feira o Prêmio Betinho, um dos mais importantes Prêmios do pais, a premiação foi um reconhecimento pelos trabalhos desenvolvidos pelo professor junto ao meio ambiente e comunidades carentes.
  

Bezerra teve uma votação expressiva nacionalmente e recebeu este reconhecimento pelos inúmeros projetos a favor da comunidade em escolas públicas e particulares no estado de Sergipe.


O Prêmio
O Prêmio foi lançado pelo Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (COEP) em 2008, buscando valorizar as pessoas que praticam no dia-a-dia a luta contra a fome e a promoção da cidadania. Ele quer ainda dar rosto, voz e reconhecimento a quem participa ativamente da comunidade onde vive e acredita que cada um – do seu jeito – pode fazer a sua parte para construir um Brasil melhor e mais justo. O Prêmio também serve de estímulo para que todos encontrem sua forma de participação.


Em sua 1ª edição, a iniciativa recebeu cerca de 17 mil votos, provenientes de 674 localidades, e 33 vencedores foram anunciados durante o II Encontro Nacional do COEP, realizado no Rio de Janeiro. 


Durante a solenidade pelo aniversário de 15 anos do COEP, a esposa de Betinho, Maria Nakano, recebeu simbolicamente o troféu em nome dos vencedores: uma pequena escultura com a caricatura de Betinho feita pelo cartunista Ique, que cedeu o direito de uso de sua obra. Em 2009, o Prêmio teve ainda mais participantes. Foram cerca de 78 mil votos de 1.410 localidades e 32 vencedores.


O COEP é uma rede que reúne comunidades, organizações e pessoas. São cerca de 1,1 mil organizações, públicas e privadas (universidades, empresas, órgãos governamentais, entidades de classe e organizações não governamentais, entre outras); mais de 100 comunidades em todos os estados brasileiros; 29 municípios e mais de 12,5 mil participantes da Rede Mobilizadores. A Rede Mobilizadores reúne pessoas, do Brasil e do exterior, que atuam ou desejam atuar na área social. 


A entrega do prêmio aconteceu no auditório do Banese, avenida Augusto Maynard, 2º andar. A solenidade contou com  apresentações do histórico do COEP, instituição responsável pelo prêmio, da equipe do UTIRiso e do balé com portadores de necessidades especiais.


Participaram Monsenhor José Carvalho, diretor fundador do Arquidiocesano, Neuza Pinto, coordenadora pedagógica, professora Sônia, alunos do Arqui-Farolândia, Telma Oliva, Coep e Banese, José Roque de Jesus, Embrapa, Vaneide Ribeiro Santos, diretora administrativa da Cooperativa de Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care),  e Winston Neil advogado e professor.


Participaram Monsenhor José Carvalho, diretor fundador do Arquidiocesano, Neuza Pinto, coordenadora pedagógica, professora Sônia, alunos do Arqui-Farolândia, Telma Oliva, Coep e Banese, José Roque de Jesus, Embrapa, Vaneide Ribeiro Santos, diretora administrativa da Cooperativa de Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care),  Antonio Costa Almeida, o Diretor do Same e Winston Neil advogado e professor.








sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Projeto Click Trilha no Parque Nacional Serra de Itabaiana: Conhecer para Conservar

O Projeto de Educação Ambiental Click Trilha, de autoria e execução do professor
José Bezerra, tem como objetivo principal proporcionar aos participantes aprender 
in loco o funcionamento de um ecossistema e reconhecer a importância da 
preservação do meio ambiente.
Nesse projeto, os alunos percorrem trilhas e fotografam a fauna, flora e 
paisagens das regiões naturais. Ao longo do trajeto, atravessam pontes,
riachos, troncos caídos e encontram pela frente paredões, grutas e nascentes
de rios importantes. As trilhas são feitas de modo a interagir ao máximo com
a natureza, parando bem próximo às árvores para observar bromélias,
orquídeas e as relações ecológicas.
Documentário:
Projeto Click Trilha Parque Nacional Serra de Itabaiana: Conhecer para Conservar 


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Prática - 12, parte 1, Observação Microscópica de Plantas Aquáticas

Com objetivo de observar e identificar estruturas que compõem as células vegetais e conhecer mais sobre plantas aquáticas como a morfologia, fisiologia e formas de reprodução, os alunos do ensino médio, do Colégio Arquidiocesano, tiveram aula prática sobre plantas aquáticas, foram usadas as espécies:

Nome científico: Lemna minor
Nome popular: lentilhas d’água,
Família: Lemnaceae

Nome científico: Pistia stratiotes
Sinonímia: Pistia crispata, Pistia minor
Nome popular: Alface-d'água
Família: Araceae

Nome científico: Egeria densa
Nome popular: Elódea
Família: Hydrocharitaceae (Hidrocaritáceas)


Roteiro da Aula Prática:

1- Retirar, com auxílio de pinça ou bisturi, uma folha da Elódea e lentilha.
                                         2- Depositar o corte sobre uma lâmina de vidro.
3- Pingar uma gota de água sobre o corte.
4- Cobrir o material com a lamínula de vidro
5- Observar ao microscópio.


Por ser um vegetal terrestre adaptado ao ambiente aquático, a Elódea é considerada uma macrófita aquática. As macrófitas são muito importantes para o equilíbrio desses ambientes, pois além de produzirem oxigênio – que é liberado na água, servem de alimento para muitas espécies de peixes, aves e mamíferos. Além disso, funcionam como abrigo para pequenos vermes, como a planária e microrganismos planctônicos – micro-crustáceos e alguns tipos de moluscos.  


A Elódea é uma angiosperma, pois apresenta flores no seu período reprodutivo que, depois de fecundadas, se tornam frutos. Entretanto, a principal forma de reprodução dela é por fragmentação do caule (que é muito frágil). Neste tipo de reprodução cada fragmento que sai do caule desenvolve-se originando uma nova planta, que é um clone, pois tem material genético idêntico àquela planta de origem. A reprodução da Elódea é muito rápida e fácil de acontecer, o que pode se tornar um problema em lagos e represas, devido ao entupimento de turbinas em hidrelétricas. 

Egeria densa
Microscopia: Ciclose
Observando folhas da Elódea em microscópio óptico é possível notar um processo interessante que ocorre no interior de suas células, a ciclose. Este fenômeno consiste em uma corrente citoplasmática, originada pelas interações entre actina e miosina (citoesqueleto), que possibilita ao conteúdo celular a realização de um movimento que permite melhor aproveitamento da luz pelos cloroplastos. Além disso, a ciclose proporciona melhor distribuição dos constituintes moleculares da célula (proteínas, íons, água, ácidos nucleicos, etc). 


No microscópio não é possível ver a migração das proteínas e íons porque suas dimensões são muito reduzidas, mas é possível observar a movimentação de organelas grandes sem a necessidade de usar corantes artificiais.


A organela visível são os cloroplastos, que podem ser observados em movimento nas periferias da membrana plasmática e parede celular. Com a incidência de luz na célula os cloroplastos iniciam o movimento.Por estarem enclausurados pela membrana plasmática e parede celular, os cloroplastos ficam em movimento circular interminável.


Os cloroplastos são organelas vegetais onde acontece a conversão da energia do sol, juntamente com elementos inorgânicos (água e gás carbônico), resultando em moléculas orgânicas ricas em energia (carboidratos), é por meio deste procedimento que as plantas fabricam seu próprio alimento. 


Além disso, é por causa desse processo que, há alguns milhões de anos, foi possível a implantação e o estabelecimento da vida animal no planeta Terra, pois por meio dele acontece a produção de oxigênio.

Lemna minor

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Prática - 10, parte 2, Sustentabilidade:Sabão a partir do óleo de cozinha

Uma forma de diminuir o efeito estufa e a contaminação das águas
A simples atitude de não jogar o óleo de cozinha usado direto no lixo ou no ralo da pia pode contribuir para diminuir o aquecimento global. 


A decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera.


O metano é um dos principais gases que causam o efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra.


O óleo de cozinha que muitas vezes vai para o ralo pia acaba chegando no oceano pelas redes de esgoto.


Em contato com a água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano.


 A decomposição e a geração de metano, através de uma ação anaeróbica [sem ar] de bactérias.


Um litro de óleo contamina 1 milhão de litros de água - o suficiente para uma pessoa usar durante 14 anos.


O óleo impede a troca de oxigênio e mata todos os seres vivos como plantas, peixes e microorganismos. E ele também impermeabiliza o solo contribuindo para as enchentes.


 Uma das alternativas é reaproveitar o óleo de cozinha para fazer sabão. A receita é simples e está no final desta matéria.


Quanto mais o cidadão evitar o descarte do óleo no lixo comum, mais estará contribuindo para preservar o meio ambiente. 


Receita para fazer sabão a partir do óleo de cozinha (2)Material
5 litros de óleo de cozinha usado
2 litros de água
200 mililitros de amaciante
1 quilo de soda cáustica em escama


Preparo
Coloque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamente
Coloque, com cuidado, a água fervendo
Mexa até diluir todas as escamas da soda
Adicione o óleo e mexa
Adicione o amaciante e mexa novamente
Jogue a mistura numa fôrma e espere secar
Corte o sabão em barras


Atenção: A soda cáustica pode causar queimaduras na pele. O ideal é usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura.
Por: Irene Lôbo, Agência Brasil












domingo, 18 de setembro de 2011

O Projeto Click Trilha Conquista Prêmio EDUCAR-SE

O prof. Fritz Radkte e o Projeto de Educação Ambiental Click Trilha, de autoria e execução do Professor José Bezerra, conquistaram o Prêmio EDUCAR-SE pelo Voto Popular nas categorias Professor de Curso Pré-Vestibular/Matéria Isolada e Projeto de Educação Ambiental, respectivamente.  

Comemorando o prêmio EDUCAR-SE 2011 ao lado de Jorge Lins, os professores José Bezerra, Fritz Radtk, do Arquidiocesano e a professora Jaciara Lisboa.

O grande evento realizado pelo Portal Educar-SE aconteceu no Teatro Tobias Barreto. O Grupo Raízes abriu a Festa, apresentando cenas da peça Bullying, a violência na escola. 
"Estamos com aquele sentimento de dever cumprido pela realização de mais um Prêmio Educar-se, na verdade o 11º. Agora, para esse ano ainda, temos o lançamento do nosso novo Portal (daqui alguns dias), a elaboração e venda do Guia 2012, a Semana da Criança com o Grupo Raízes e uma temporada do Bullying com 30 dias seguidos de apresentações!” disse Jorge Lins, Coordenador do Grupo Educar-se/Raízes. 



Para os professores José Bezerra e Fritz Barreto, a conquista do Prêmio representa a aprovação dos alunos e da sociedade pelo trabalho desenvolvido por eles durante todos esses anos.
 Também foram contemplados na categoria, Prêmios Especiais: 
O Monsenhor Carvalho – Uma vida para a Fé e a Educação
O Colégio Arquidiocesano - Farolândia – Espaço para a vida,
E Maria do Amparo Boaventura (Arquidiocesano) - A Educação tem um nome: Dodoca.

sábado, 17 de setembro de 2011

Meio Ambiente: Vítimas da poluição

Skua-polar-do-sul defende seu território. Essa espécie de skua apresenta os maiores índices de contaminação. (foto: Wagner Fischer)
Brasileiros na Antártida verificam presença de substâncias tóxicas em aves marinhas. A análise de pinguins e skuas aponta contaminação por mercúrio e poluentes orgânicos que podem causar alterações biológicas nos animais.
Longe da civilização, enfrentando ventos de 120 quilômetros por hora e um frio de -20 ºC, um grupo de pesquisadores brasileiros da Operação Antártica 29 estuda o nível de estresse e a contaminação por mercúrio e poluentes orgânicos em pinguins e skuas, aves marinhas abundantes na região.


A equipe do projeto Pinguins e Skuas está abrigada na Estação Comandante Ferraz, centro de pesquisa que o Brasil mantém na ilha Rei George, na península antártica, desde 1984, com o apoio financeiro do Ministério de Ciência e Tecnologia, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério do Meio Ambiente.
O estudo analisa três espécies de pinguins (pinguim-antártico, pinguim-adélia e pinguim-papua) e duas espécies de skuas (skua-polar-do-sul e skua-subantártica). Essas aves são consideradas excelentes indicadores da contaminação ambiental porque estão no topo da cadeia alimentar.
Pinguins e skuas se alimentam de peixes, que, por sua vez, comem peixes menores, que se alimentam de plâncton, que absorve as substâncias tóxicas presentes na água. Desse modo, tais aves concentram em seus organismos altos índices de poluentes.
“A maioria das substâncias tóxicas que encontramos nas aves têm origem humana”
“A maioria das substâncias tóxicas que encontramos nas aves tem origem humana”, conta a bióloga Larissa Cunha. “O uso de muitos desses contaminantes já foi até proibido, mas mesmo assim continuamos encontrando-os em organismos de uma região tão distante como a Antártida.”



Pesquisadores do projeto capturam pinguim para coleta de dados. A análise das penas da ave determina o seu índice de contaminação. (foto: Wagner Fischer)

A pesquisadora explica que a maioria dos poluentes é altamente volátil e que, uma vez em estado gasoso, eles são transportados para a Antártida pelas massas de ar. Outra forma de dispersão se dá pelos próprios animais que migram para regiões contaminadas durante o inverno austral e quando voltam para a área de reprodução no sul espalham as substâncias tóxicas no ambiente.
Para medir o nível de contaminação das aves, a equipe de pesquisadores coleta amostras de solo, penas, ovos, sangue, regurgitos e fezes de pinguins e de skuas, além dos peixes que fazem parte da dieta desses animais. Todo o material é enviado para os laboratórios das universidades Federal do Rio de Janeiro e do Estado do Rio de Janeiro, onde são feitos testes genéticos e análises da presença de contaminantes orgânicos e metais pesados.

Contaminação e estresse

Até o momento, os pesquisadores têm encontrado nas aves altas concentrações de bifenilas policloradas (PCB), diclorodifenil tricloroetano (DDT) e mercúrio. Quando exposto à ação de micro-organismos do ambiente, o mercúrio se transforma em metil-mercúrio, uma variante que é de 100 a 1.000 vezes mais tóxica do que a forma original do metal.
“Por ser lipossolúvel, ele atravessa a membrana plasmática das células com facilidade e pode agir sobre o sistema nervoso, além de também alterar a formação dos embriões, prejudicando a chance de sobrevivência e afetando o sucesso reprodutivo das espécies”, explica outra bióloga envolvida no projeto, Erli Schneider Costa.
Já o PCB e o DDT são compostos orgânicos tóxicos que eram usados em pesticidas, inseticidas, tintas e fluidos dielétricos de capacitores e transformadores até os anos 1970. Eles podem permanecer em um ambiente durante anos, causando graves prejuízos para o ecossistema.



Pinguim-antártico toma conta dos filhotes. (foto: Erli S. Costa)
O efeito mais conhecido dessas substâncias sobre as aves é a redução da espessura da casca dos ovos, o que os torna mais frágeis. Os pesquisadores do projeto também desconfiam que esses poluentes possam causar um desequilíbrio hormonal nos animais, provocando alterações no comportamento reprodutivo de machos e fêmeas e efeitos imunológicos, que os tornam mais suscetíveis a doenças.
Costa ressalta que o nível de contaminação varia entre as espécies. “A skua-polar-do-sul, que migra para áreas mais distantes, como a Europa, tem níveis de contaminação por mercúrio bem superiores aos que encontramos na skua-antártica.” O próximo passo do estudo será verificar se esses níveis de contaminação se correlacionam com o estresse das aves.
A pesquisadora explica que os pinguins e skuas já são animais naturalmente estressados, por viverem sob baixas temperaturas e se preocuparem com grandes predadores, como a foca leopardo e as orcas.
Por outro lado, ela acredita que a poluição pode aumentar ainda mais o estresse dos animais. “Vamos avaliar os níveis de estresse e compará-los com outras informações que estamos obtendo no ambiente para saber se indivíduos mais estressados são também os mais contaminados.”
Sofia Moutinho
Ciência Hoje/ RJ