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sábado, 2 de junho de 2012

Prática - 07, parte 1, Fungos: Morfologia e fisiologia

Os Alunos do ensino médio participaram de uma aula prática, orientados pelos professores José Bezerra e Reinalda Alves, durante a prática observaram liquens, bolores, mofos, leveduras, cogumelos e orelhas-de-pau.
Os fungos contribuem de forma fundamental na manutenção e a ciclagem de matéria nos ecossistemas, pois muitos são decompositores de matéria orgânica. 


 Eles podem ser unicelulares ou pluricelulares. Alguns são causadores de doenças, outros são comestíveis e outros usados na indústria para fabricação de bebidas e do pão.

Os fungos são eucariontes e heterótrofos. Os representantes mais conhecidos são o bolor de pão, mofo, orelha de pau, leveduras e o cogumelo. 
Os fungos e as bactérias decompositoras, são responsáveis pela reciclagem de nutrientes ao degradarem a matéria orgânica.


Alguns fungos são venenosos, como o cogumelo branco da espécie Amanita muscuria, que pode matar uma pessoa, e espécies do gênero Psilocybe, que provocam efeitos alucinógenos semelhantes ao LSD, causando sérios danos ao sistema nervoso. 

Os fungos são compostos por hifas, que são filamentos de células que formam uma rede, chamada de micélio. Os fungos não possuem clorofila, por isso não produzem seu próprio alimento. Eles soltam ao seu redor uma substância chamada exoenzima. Essas enzimas digerem moléculas orgânicas do ambiente, e então o fungo absorve. 

Algumas espécies de fungos vivem em associações mutualísticas com raízes de plantas, formando as micorrizas, que podem ser observadas em tomateiro, morangueiro, macieira e gramíneas, em geral. 


Os fungos também podem se associar a algas verdes e a cianobactérias, formando os liquens, que se instalam em troncos de árvores, rochas, muros, etc. 


Roteiro:
Nesta aula prática, você terá oportunidade de observar algumas estruturas dos fungos e liquens. 


Objetivos:
Identificar diferentes tipos de fungos e liquens.
Observar a reprodução dos fungos.
Observar macroscopicamente e microscopicamente a estrutura dos fungos e liquens.
Avaliar a importância biológica dos fungos e liquens. 


Parte experimental/ Material:
microscópio, estereoscópio, lupa manual, lâminas e lamínulas, fermento biológico (50g), exemplares de fungos (mofos, cogumelos, orelhas-de-pau, etc. e liquens, solução de água com açúcar (100g de açúcar + 1 litro de água).


Procedimento:
Prepare, com antecedência, o fermento biológico em água com açúcar, por um dia, para que ele possa se desenvolver. 


Prepare lâmina e lamínula com amostras do fermento desenvolvido, evidenciando a estrutura do fungo ao microscópio. Observe-o em aumentos, pequeno e médio. 


Identifique os fungos em brotamento, na infusão.
Analise macroscopicamente, com auxílio de uma lupa manual, a estrutura de um cogumelo. 


Prepare, entre lâmina e lamínula, um fragmento de um líquen, observando, em menor e médio aumentos, as hifas dos fungos e as células das algas. 


Desenhe o que você observou.
                        Aspectos macroscópicos dos fungos.
                        Estruturas microscópicas dos fungos.
                        Estruturas microscópicas dos liquens.
                        Saccharomyces cerevisae em diferentes estágios de brotamento. 













Fonte: Biologia; práticas de laboratório Coleção Pitágoras, Professora Maria Lúcia.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Fleming e a Penicilina

Na história da Biologia e da Medicina, várias descobertas se destacam por sua importância no intuito de salvar vidas, como por exemplo, o processo que permitiu o desenvolvimento das vacinas. Outra dessas descobertas marcantes foi o desenvolvimento dos antibióticos, medicamentos que, como o próprio nome já determina, agem promovendo a morte de bactérias.

No caso da penicilina, temos que o acaso permitiu que a pessoa certa, no momento certo, tivesse a sensibilidade para observar num evento de perda de material de pesquisa a oportunidade para descobrir algo novo.

Essa história ocorreu em 1928, quando Alexander Fleming, então com 47 anos, ao retornar de suas férias, observou que havia esquecido algumas placas com culturas de Staphylococcus aureus sobre sua bancada no laboratório.

Fleming em seu laboratório
Entretanto, algo acorreu e chamou a atenção daquele bacteriologista, em algumas placas havia fungos e, nessas placas, as bactérias haviam morrido. Fleming, instigado pela observação, se propôs a trabalhar sobre aquele novo assunto e, assim, isolou o fungo em outras placas e descobriu que se tratava do gênero Penicillium, observou também que esse fungo sintetizava alguma substância que tinha ação bactericida.

Não devemos pensar que com essa descoberta estava tudo resolvido! A partir dela iniciou-se a busca por fungos e bactérias a fim de saber quais os tipos de fungos do gênero Penicullium tinham essa característica bactericida e também saber quais linhagens de bactérias eram sensíveis a essa determinada substância.

Inicialmente, a pesquisa de Fleming não empolgou muito o meio científico, visto que vários trabalhos diferentes já eram realizados para obter resultado contra a ação nociva de determinadas bactérias. O trabalho de Fleming seria apenas mais um.

Passados 10 anos, com o início da 2ª Guerra Mundial, houve a necessidade de desenvolver novos medicamentos a fim de combater os processos infecciosos, que já haviam matado milhares de feridos na 1ª Guerra. Assim, em 1940, dois cientistas, Florey e Chain, conseguiram desenvolver uma técnica que permitia a produção em grande escala da penicilina. Com isso a penicilina se apresentou como substância ideal e, para sua produção em grande quantidade, houve forte incentivo financeiro.

A penicilina, através de sua ação bactericida, permitiu a redução significativa das mortes na guerra e, de certa forma, inaugurou uma nova fase na medicina, a fase dos antibióticos. A partir deste momento e com o fim da guerra, as pesquisas sobre novas formas de produção e sobre a ação de outros organismos foram impulsionadas; chegando ao nível de desenvolvimento que experimentamos atualmente, com a produção de antibióticos semissintéticos.

O evento da descoberta da penicilina se destacou pela soma de fatores que o tornam ainda mais interessante, como:

- O fungo que contaminou a placa esquecida por Fleming é uma das espécies do gênero Penicilliummais eficientes na ação bactericida.
- O crescimento do fungo e das bactérias ocorreu lentamente, fato influenciado por fatores climáticos atípicos ocorridos na Inglaterra naquele ano.
- O fato de Fleming se propor a analisar o material perdido, não o eliminando de imediato, como seria de se esperar.
A substância penicilina tem sua ação antibiótica ao inibir a síntese da parede celular bacteriana, ocasionando a perda da estrutura de proteção e estabilidade mecânica da bactéria, ocasionando a ruptura da membrana plasmática. Daí vem sua capacidade bactericida!

Fonte: Fabrício Alves Ferreira, Graduado em Biologia, Equipe Brasil Escola