Mostrando postagens com marcador meio ambientes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meio ambientes. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de agosto de 2012

Sustentabilidade: Plástico biodegradável de açúcar, em escala industrial

Há mais de dez anos, a empresa PHB Industrial produz em escala piloto o Biocycle, um plástico biodegradável feito com açúcar de cana. Apesar de dominar a tecnologia para fabricar diversos produtos com o polímero e para tornar seu custo competitivo quando comparado ao do plástico convencional, a empresa ainda não conseguiu elevar sua produção a uma escala industrial. 


Para Roberto Nonato, engenheiro de desenvolvimento da PHB Industrial, o caminho mais curto para levar o Biocycle ao mercado seria uma parceria com a indústria petroquímica. "Temos tentado isso há alguns anos, mas o pessoal do petróleo não costuma conversar com o pessoal do açúcar", disse durante sua apresentação no workshop Produção Sustentável de Biopolímeros e Outros Produtos de Base Biológica, realizado na sede da FAPESP. 

A história do Biocycle começou no início dos anos 1990, época em que a Cooperativa dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar) procurava outros produtos que pudessem ser fabricados em uma usina de açúcar que não fossem commodities. 

Por meio de uma parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e com o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), a Copersucar conseguiu produzir o polihidroxibutirato (PHB) - um polímero da família dos polihidroxialcanoatos (PHA) com características físicas e mecânicas semelhantes às de resinas sintéticas como o polipropileno - usando apenas açúcar fermentado por bactérias naturais do gênero alcalígeno. 

Em 1994, uma planta piloto foi instalada na Usina da Pedra, em Ribeirão Preto. Em 2000, foi criada a PHB Industrial e a tecnologia passou a pertencer ao Grupo Pedra Agroindustrial, de Serrana, e ao Grupo Balbo, de Sertãozinho. 

Com apoio da FAPESP por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e auxílio de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), a empresa desenvolveu a tecnologia de produção dos pellets - pequenas pastilhas cilíndricas feitas com uma mistura de PHB e fibras naturais -, matéria-prima usada pela indústria transformadora para produzir utensílios de plástico. 

"Inicialmente, nos preocupamos apenas em desenvolver o PHB e achávamos que a indústria transformadora faria o resto, mas, quando você chega com uma resina nova ao mercado, ninguém sabe como processar. Percebemos que era preciso ir além", disse Nonato à Agência FAPESP. 

A técnica de misturar PHB com fibras vegetais trouxe outra vantagem: a redução do custo. Enquanto o quilo do polipropileno custa em torno de US$ 2, o quilo do PHB sai por volta de US$ 5. "Se você mistura com pó de madeira, por exemplo, barateia o produto e dá a ele características especiais que podem ser interessantes", explicou o engenheiro. 

DIVERSAS APLICAÇÕES O PHB é um material duro que pode ser usado na fabricação de peças injetadas e termoformadas, como tampas de frascos, canetas, brinquedos e potes de alimentos ou de cosméticos. Também pode ser aplicado na extrusão de chapas e de fibras para atender a indústria automobilística. Serve ainda para a produção de espumas que substituem o isopor. 

"Desenvolvemos diversas aplicações para o polímero em cooperação com outras empresas. A indústria automobilística, por exemplo, nos procurou para testar o PHB e vimos que o polímero era viável na fabricação de peças para o interior dos carros. Mas, como ainda não temos condições de produzir em escala industrial, não conseguimos entrar no mercado", disse Nonato. 

Segundo Nonato, a empresa chegou a ter uma pequena produção industrial de painéis de trator. O produto era mais barato que o equivalente feito com plástico convencional e, ainda assim, o negócio não prosperou. "Era uma produção tão pequena para o padrão da indústria, acostumada a comprar centenas de toneladas, que acabaram desistindo por dificuldades operacionais", disse. 

Para ampliar a produção, a PHB Industrial teria de aumentar sua planta. Segundo Nonato, isso exigiria um investimento muito superior ao que uma usina de açúcar tem como meta. Seria preciso um parceiro. 

Também precisaria de ajuda para dar suporte aos compradores. "É necessário ter uma equipe que vá a campo ensinar qual é a temperatura certa para processar o PHB, o tipo de forma, o tipo de rosca. O mercado é pulverizado e grande parte dele está na Europa. Somente as grandes petroquímicas teriam condições de dar esse suporte", disse. 

Enquanto no Brasil o mercado para o PHB é restrito a nichos interessados em fabricar produtos com apelo ecológico a um preço mais elevado, na Europa a busca por produtos biodegradáveis é grande, segundo Nonato. "Na Europa, a agricultura hidropônica é forte e a legislação ambiental é rígida. Usa-se muito material biodegradável em estufas", contou. 

Com o PHB, é possível fabricar braçadeiras para plantas ou tubetes para reflorestamento e depois encaminhar o resíduo plástico para estações de compostagem, onde ele é rapidamente absorvido pela natureza. 

Enquanto os plásticos tradicionais levam mais de cem anos para se degradar, os produtos feitos com PHB se decompõem em torno de 12 meses e liberam apenas água e dióxido de carbono. 

Além da agricultura, o material pode ser usado na fabricação de embalagens para alimentos, cosméticos e outros produtos oleosos que são de difícil reciclagem. "O mercado existe e nosso produto está pronto. O que falta é um canal para chegar ao mercado e um pouco mais de investimento", disse.

Fonte: Karina Toledo - Agência Fapesp

terça-feira, 24 de maio de 2011

Professor Bezerra visita a Câmara

O professor de Educação Ambiental e o presidente da Casa, Emmanuel Nascimento vão ampliar as discussões em torno do Meio Ambiente.


Professor Bezerra conversa com Emmanuel Nascimento (Foto: Portal Infonet)


O professor de Educação Ambiental do Colégio Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus, José Bezerra esteve na Câmara Municipal na manhã desta segunda-feira, 23. O objetivo da visita ao presidente Emmanuel Nascimento (PT) foi se colocar a disposição na elaboração de projetos que possam contribuir com o meio ambiente.
Na ocasião, o presidente Emmanuel Nascimento solicitou que o professor José Bezerra elabore o material e retorne à Câmara para que possam discutir propostas que visem a melhoria do meio-ambiente no âmbito da capital sergipana. “A preservação do meio ambiente é de suma importância e estamos abertos às discussões com o professor José Bezerra, que possui larga experiência no assunto”, ressalta Emmanuel Nascimento.
“Nós temos várias propostas voltadas para o tráfego de carroças e principalmente para o plantio e podas de árvores na cidade. A nossa preocupação está voltada para a preservação do meio ambiente, principalmente no que se refere à política ambiental de proteção aos animais e às arvores. Viemos até a Câmara para dar um apoio na elaboração dos projetos. Tivemos uma boa recepção do presidente Emmanuel Nascimento, vamos elaborar o material e retornar para discutir”, destaca o professor e ambientalista José Bezerra.
Por Aldaci de Souza(Portal Infonet)
http://www.infonet.com.br/politica/ler.asp?id=113496&titulo=politicaeeconomia

sexta-feira, 18 de março de 2011

Personalidades recebem homenagem no Aniversário de Aracaju

Internautas do Portal Infonet apontaram quem são as cinco personalidades que mais se destacam no desenvolvimento da capital sergipana

Para os homenageados, o momento foi de felicidade; para o Portal Infonet, de reconhecer quem fez a diferença pela capital aracajuana, que completa 156 anos nesta quinta-feira, 17. A chancela veio através de internautas, que escolheram as cinco personalidades que mereciam o reconhecimento público por contribuir para o desenvolvimento de Aracaju.


Todos os homenageados foram escolhidos pelos internautas (Fotos: Portal Infonet)

A promotora Euza Missano, o reitor e fundador da Universidade Tiradentes (Unit) Jouberto Uchôa, o professor José Bezerra, o médico Almir Santana e o prático da Marinha de Sergipe José Martins Ribeiro, mais conhecido como ‘Zé Peixe’, receberam durante esta semana uma placa representando a homenagem prestada por cada um dos aracajuanos aos que dedicam boa parte do seu cotidiano à construção de uma cidade cada vez melhor.

O mais citado pelos que acessaram o hotsite ‘Aniversário de Aracaju’ foi o professor José Bezerra, ou ‘Professor Bezerra’, conhecido por idealizar diversos projetos que visam a familiarização de crianças, jovens e adultos no contato consciente em áreas preservadas, como o ‘Cheirinho do Mato’ e ‘Click Trilha Ecológica’. Ele se destaca pelo seu trabalho sério em favor do meio ambiente.

Bezerra recebeu o troféu na sede do Portal Infonet. Ele considerou a iniciativa como fantástica, por prestar um reconhecimento a um trabalho sério. “É difícil alguém reconhecer o trabalho que fazemos. Quando uma empresa promove um prêmio como esse, e você recebe voto popular, sabe que houve um retorno. É muito bom ver que alunos, ex-alunos e colegas apóiam e acreditam no meu trabalho”, diz ele, lembrando que, com este calor, o que Aracaju precisa neste aniversário é que se plantem novas árvores e que se promovam leis para que elas não sejam cortadas sem explicação. 


Professor Bezerra' é conhecido pelos projetos de cunho ambiental

A promotora de Defesa do Consumidor Euza Missano, recebeu o símbolo da homenagem em seu escritório, na sede do Ministério Público Estadual. Missano é conhecida por combater diversos problemas polêmicos com pulsos fortes em prol da sociedade sergipana. Ela conseguiu, juntamente com a Justiça, chamar à atenção da sociedade e de autoridades para revertê-los.

Euza também elogiou a iniciativa do Portal Infonet em homenagear Aracaju com um hotsite e se mostrou surpresa porque, além de ter participado na seção ‘Gente Aracaju’, foi homenageada através de votação dos leitores do Portal. “É uma homenagem linda. Fiquei muito feliz de ter meu nome lembrado pelos internautas em meio a tantas pessoas que ajudam a nossa capital crescer”, disse a promotora.


Euza Missado destaca-se por seu trabalho na Promotoria do MP

O médico o coordenador do Programa Estadual de Combate À DST/Aids Almir Santana é precursor no trabalho de conscientização e prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Mesmo sofrendo todo o tipo de preconceito, ele nunca abandonou a causa que, com um jeito simples, consegue passar a sua mensagem com maestria.

Santana revelou ter ficado contente com a homenagem prestada pelos internautas do Portal Infonet. Ele disse que é prazeroso estar junto a outros nomes de grande importância na capital sergipana. “Essa homenagem vai para o coração. Fiquei muito contente quando vi meu nome figurando entre os homenageados”, ponderou. A iniciativa, segundo ele, é importante para que haja o reconhecimento daqueles que colaboram com a cidade.


Almir Santana é precusor no trabalho de prevenção às DSTs/Aids

Zé Peixe recebeu sua homenagem em casa. O homem que se tornou um dos mais importantes personagens da história de Aracaju teve seus grandes feitos trabalhando como prático na Marinha, ganhando notoriedade em diversas revistas e programas de TVs nacionais. Além de ajudar a embarcações a entrar na ‘Boca da Barra’ e salvar pessoas em acidente em alto mar, Zé Peixe sempre chamou atenção por ser muito simples e fazer saltos de grandes alturas já na terceira idade. 


Zé Peixe' é um dos maiores personagens da história de Aracaju

A trajetória do bedel que se tornou reitor de uma das maiores e mais importantes universidades do Nordeste também não poderia ser esquecida pelos internautas, que citaram o professor Jouberto Uchôa de Mendonça como um dos merecedores da homenagem por contribuir para o desenvolvimento da capital sergipana.  

Ele recebeu a homenagem ao lado da diretoria da Universidade Tiradentes e demonstrou felicidade por ter recebido tal reconhecimento. “Confesso que realmente sou apaixonado pela minha cidade. E como beneficiário dessa premiação por parte do Portal Infonet, só posso dizer que estou feliz. Entendo que pouca coisa ainda é feita pela capital no que se refere à preservação, ao resgate à memória da nossa terra, a exemplo do que o nosso Memorial fez para resgatar a memória do Dr. Nestor Piva e o Acervo de Lineu, o fotógrafo de maior talento”, considerou.



Uchôa tem uma trajetória de sucesso na Educação

Para Raquel Almeida, editora do Portal Infonet, a participação dos internautas na escolha dos homenageados foi além da expectativa, mas foi a maneira mais democrática de possibilitar o reconhecimento daqueles que contribuem para uma cidade cada vez melhor. 

“Essa foi a primeira vez que fizemos uma pesquisa desse tipo. Ficamos surpresos com o número de participantes e felizes com o resultado. Cada um dos escolhidos tem um papel de extrema relevância para o desenvolvimento da capital sergipana. É, sem dúvida, uma homenagem merecida. A equipe do Portal Infonet parabeniza a todos o homenageados e espera que mais personalidades se destaquem na busca por uma cidade cada vez melhor”, disse Almeida.

Fonte:infonet







quarta-feira, 9 de março de 2011

Prática - 03, parte 1, Observação Microscópica de bactérias presentes no iogurte

 A observação de microrganismos reveste-se de dificuldades não só devido à sua reduzida dimensão, mas também porque estes são praticamente transparentes e incolores, motivo pelo qual recorre-se normalmente a técnicas de coloração.

Com esse objetivo os alunos dos primeiros anos do ensino médio desenvolveram práticas para observar tipos de estruturas celulares, relacionaram as suas formas às funções, além de observarem vários tipos e células de bactérias presentes num iogurte: Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus termophilus.

São formadas pelas bactérias e cianobacterias
Os seres do reino monera são unicelulares procariontes.. 
São as bactérias e cianobacterias; são encontradas em todo o planeta , são heterótrofas raramente são autótrofas , podem estar associadas a outros seres e em colônia.
Fazem reprodução assexuada; por divisão binária.
As bactérias; há no mundo cerca de 3000 espécies.

Tipos;
Cocos; bactéria em forma esfera
Diplococos: colônia de dois indivíduos
Estreptococos: colônia em forma de colar ou fila
Estafilococos: colônia em forma de cacho
Bacilos: 
em forma de bastão

Vibrião: em forma de 
vírgula

Espirilo: em forma de espiral






Quando falamos em bactérias, em geral as associamos a doenças. Porém, nem todas são nocivas à saúde. Muitas espécies são úteis ao homem, dentre elas bactérias do ácido acético, utilizadas na fabricação de vinagre, e os lactobacilos, empregados na preparação de coalhadas, iogurtes, queijos etc.



Cianobactérias
As cianobactérias são organismos unicelulares procariontes.
Algumas vivem isoladamente, enquanto outras se associam em colônias de até 1 metro de comprimento.
Malefícios das bactérias :






Malefícios das bactérias :
Algumas bactérias causando doenças ex;
Tuberculose: causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis.
Hanseníase (lepra): transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium lepra).
Coqueluche: causada pela bactéria Bordetella pertussis.
Pneumonia bacteriana: provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae.
Tétano: causado pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani).
Leptospirose: causada pela Leptospira interrogans.
Cólera: doença causada pela bactéria Vibrio cholerae , o vibrião colérico.








O iogurte é um alimento que se obtém a partir do leite. As bactérias actuam na lactose (açúcar do leite) e dá-se a fermentação do leite. A lactose, devido à acção das bactérias e à fermentação láctea transforma-se em ácido láctico, obtendo-se, assim, o iogurte.
















terça-feira, 8 de março de 2011

Hora do Planeta: todos no Escuro Contra o Aquecimento Global

Que tal ficar no escuro por 60 minutos para demonstrar que você, também, é contra oaquecimento global? Essa é a proposta da campanha Hora do Planeta, da ONG internacional WWF, que em 2011 convida todos a apagarem as luzes de suas casas, das 20h30 às 21h30, no dia 26 de março.

A ideia é que não só a sociedade civil, mas também governos e empresas participem da mobilização mundial e protestem, juntos, contra o aquecimento global, para mostrar que ninguém está sozinho nessa luta e incentivar pessoas que ainda não aderiram à causa a fazer a sua parte pelo planeta.

Esta é a terceira vez que o Brasil participa, oficialmente, da Hora do Planeta, que está em seu quarto ano consecutivo. O evento começou em Sydney, em 2007, e contou com a adesão de 2 milhões de pessoas. Em 2008, mais de 50 milhões apagaram suas luzes para participar da ação e, em 2009 e 2010, a Hora do Planeta atingiu mais de 1 bilhão de pessoas em milhares de cidades do mundo.

Em 2011, a Hora do Planeta pretende conseguir ainda mais adeptos! participe você também dessa grande mobilização contra o aquecimento global!
O Laboratório de Biologia e Meio Ambiente participa dessa importante mobilização ambiental contra o aquecimento global.
Fonte: Planeta Sustentável

domingo, 6 de fevereiro de 2011

PLANETA VERDE: DNA por 5 reais

Como uma técnica rápida e barata de análise genética está ajudando a indentificar milhões de espécies de seres vivos

Os biólogos calculam que existam entre 10 milhões e 100 milhões de espécies de seres vivos na Terra. Mas só 2 milhões delas já foram identifi cadas. As outras permanecem desconhecidas para a ciência. Um inventário mais completo é necessário para gerenciar
tanto sua preservação quanto o uso sustentável das espécies pelo ser humano — em produtos que vão de cremes de beleza a medicamentos. Mas identifi car milhões de animais, vegetais e micro-organismos apenas observando sua morfologia é uma tarefa hercúlea. Por isso, cientistas de vários países, incluindo o Brasil, desenvolvem tecnologias para diferenciar e catalogar as espécies com mais rapidez. A mais bem-sucedida delas é conhecida como DNA barcoding — a leitura do “código de barras” presente no DNA dos seres vivos. Ela permite identificar um ser vivo a um custo de apenas 5 reais por amostra analisada.

A ideia por trás do DNA barcoding é decifrar apenas uma pequena parte da cadeia de DNA. Um laboratório bem equipado pode fazer isso em poucas horas. Basta que receba uma amostra de tecido daquele ser vivo — como uma folha de planta. A sequência obtida é, então, comparada com outras armazenadas em bancos de dados. Assim, é possível saber se a amostra analisada pertence a um ser vivo já conhecido ou não. Para que isso funcione, é preciso escolher sempre o mesmo trecho de DNA, em todas as amostras. Para a identificação de animais, por exemplo, usa-se uma sequência de DNA de uma mitocôndria, um dos corpúsculos existentes nas células. Há também trechos de DNA padronizados para identificar plantas e outros seres vivos.



BIBLIOTECA DE CÓDIGOS
A técnica do DNA barcoding foi apresentada em 2003 pelo grupo do cientista Paul Herbert, da Universidade de Guelph, no Canadá. Somente nos últimos anos, porém, ela ganhou a adesão de pesquisadores ao redor do mundo. Hoje, 25 países, incluindo o Brasil, participam de um consórcio que tem a meta de cadastrar 500 000 espécies até 2015. No Brasil, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) investiu 5 milhões de reais em estudos na área nos ultimo’s dois anos. Por aqui, o problema é que os cientistas ainda levam muito tempo na bancada do laboratório realizando o processo. Em outros países, usam-se métodos mais automatizados. “Uma vantagem dessa técnica é opreço de cerca de 5 reais por indivíduo apenas”, diz o biólogo australiano William Ernest Magnusson, coordenador do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) na Amazônia Ocidental. No futuro, o uso da técnica poderá ajudar a combater a biopirataria e o tráfico de animais silvestres. Mas essa não é a prioridade.

“Nosso maior problema é a falta de conhecimento sobre a biodiversidade”, afirma Magnusson, que vive há 30 anos na Amazônia. O problema não é só brasileiro. “Se você não pode medir, não consegue gerenciar”, diz John Chenery, diretor de comunicações do International Barcode of Life (iBOL), no Canadá. O iBOL funciona como uma biblioteca dos códigos de barra de DNA. São códigos como o que aparece nesta página, da piranha Pygocentrus piraya, que habita rios como o São Francisco e o Amazonas. Armazenar os dados de cada espécie também é importante para os estudos futuros.
“Estamos no meio de um grande período de extinção. Talvez 50 000 espécies estejam desaparecendo todos os anos”, diz Chenery. 

ROBÔ SUBMARINO 
O DNA BARCODING não elimina o uso de técnicas mais tradicionais de toxonomia. Em
muitas situações, a melhor maneira de identificar espécies ainda é observar suas características morfológicas.


Fonte:Renata Leal, Revista Info Exame

sábado, 1 de janeiro de 2011

Quebra de Dormência de Sementes











Os alunos dos primeiros anos do ensino médio desenvolveram vários experimentos com vegetais com o objetivo de conhecer mais sobre suas formas de propagação e colaborar com o processo de produção de mudas de espécies nativas.

Aula Prática:
Frente a necessidade urgente da reposição da vegetação nativa ou recuperação de áreas desmatadas, a compreensão da biologia reprodutiva (modo como as espécies se reproduzem na natureza) das essências nativas (espécies da flora brasileira) se tornou de fundamental importância, para que esta recomposição florestal possa ser feita de forma racional. Dentre os vários fatores a serem estudados, existe um em especial que atinge diretamente a produção de mudas, que é o processo de dormência das sementes.

A dormência de sementes é um processo caracterizado pelo atraso da germinação, quando as sementes mesmo em condições favoráveis (umidade, temperatura, luz e oxigênio) não germinam. Cerca de dois terços das espécies arbóreas, possuem algum tipo de dormência, cujo fenômeno é comum tanto em espécies de clima temperado (regiões frias), quanto em plantas de clima tropical e subtropical (regiões quentes). O fenômeno de dormência em sementes advém de uma adaptação da espécie as condições ambientais que ela se reproduz, podendo ser de muita ou pouca umidade, incidência direta de luz, baixa temperatura etc. É portanto um recurso utilizado pelas plantas para germinarem na estação mais propícia ao seu desenvolvimento, buscando através disto a perpetuação da espécie (garantia de que alguns indivíduos se estabeleçam) ou colonização de novas áreas.

Quando nos deparamos com este fenômeno há necessidade de conhecermos como as espécies superam o estado de dormência em condições naturais, para que através dele possamos buscar alternativas para uma germinação rápida e homogênea, este processo é chamado de Quebra de Dormência.

Processos para Quebra de Dormência das sementes:
Escarificação química: é um método químico, feito geralmente com ácidos (sulfúrico, clorídrico etc.), que possibilita as sementes executar trocas com o meio, água e/ou gases.
Escarificação mecânica: é a abrasão das sementes sobre uma superfície áspera (lixa, piso áspero etc). É utilizado para facilitar a absorção de água pela semente.
Estratificação: consiste num tratamento úmido à baixa temperatura, auxiliando as sementes na maturação do embrião, trocas gasosas e embebição por água.
Choque de temperatura: é feito com alternância de temperaturas variando em aproximadamente 20ºC, em períodos de 8 a 12 horas.
Água quente: é utilizado em sementes que apresentam impermeabilidade do tegumento e consiste em imersão das sementes em água na temperatura de 76 a 100ºC, com um tempo de tratamento específico para cada espécie.

Tabela. Tratamentos recomendados para quebrar a dormência das sementes em algumas espécies arbóreas.
Espécie
Nome Científico
Tratamento
Canafístula
Peltophorum dubium
Água ( 80o C ) - 5 min
Candíuva
Trema micrantha
Água ( 50o C ) - 5 min
Candíuva
Trema micrantha
Ácido Sulfúrico - 5 min
Copaíba
Copaifera languisdorffii
Escarificação Mecânica
Flamboyant
Delonix regia
Água ( 80o C ) - 5 min
Guatambu
Aspidosperma ramiforum
Imersão em água parada por 4:00 h
Ipê-felpudo
Zeyhera tuberculosa
Imersão em água parada por 15:00 h
Jatobá
Hymenaea courbaril
Escarificação com lixa
Leucena
Leucena leucocephala
Ácido Sulfúrico - 20 min
Leucena
Leucena leucocephala
Água - Ambiente - 12:00 h
Orelha de negro
Enterolobium contortisiliquum
Ácido Sulfúrico - 90 min
Orelha de negro
Enterolobium contortisiliquum
Escarificação Mecânica
Pau ferro
Caesalpinia leiostachya
Ácido Sulfúrico - 45 segundos
Sapucaia
Lecythis pisonis
Retirar o arilo
 Fonte: Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais